segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Primeira Aula


Nesta sexta feira, dei minha primeira aula na oficina de Blog. Na verdade foi muito mais um bate papo para conhecer um pouco de cada um, um tira dúvidas para entender o que os levou até ali do que realmente uma aula. Por mais que estivesse aberta para a diversidade dos alunos que viriam, fui surpreendida, principalmente pela diversidade de idades.
Foi muito interessante ouvir os anseios, as perspectivas e também a falta delas em algumas pessoas. A falta muitas vezes é o que nos faz ir atrás, em busca de algo que embora não saibamos exatamente o que... Nos instiga e nos faz crescer.
Me surpreendi com histórias, vivências e com a idade dos participantes, pois pelo tema “BLOG” esperava mais adolescentes e jovens no início da vida adulta. A variedade da faixa etária será um desafio, pois o que interessa ao mais novo de 11 anos, com certeza não vai interessar aos de 20, aos de 30, aos de 40 e muito menos ao de 50. Ou será que estou enganada?
Uma variedade rica e desafiadora, me fará nos próximos 4 meses, estudar, pesquisar e analisar o que pode ser interessante para integrar estas pessoas que com certeza tem experiências de vidas muito diferentes, mas com um desejo em comum, o de se tornarem blogueiros.  Como fazer com que cada um entre um pouco na realidade do outro para que possamos discutir juntos o mundo em que vivemos?
O desafio vai além da idade, das experiências, das perspectivas ou dos motivos que os tenha trazido ao mesmo lugar. O desafio é desabrochar em cada um sua própria verdade, seus reais anseios, a criatividade, o senso crítico e com isso ajudá-los  a expressar melhor  suas opiniões sobre violência, sexo, drogas, família, escola, futebol, profissão, futuro e muito mais.
 Talvez o mais importante seja os fazer ver que não importa a idade ou o caminho que tenham percorrido até agora, o que importa é saber que sempre é tempo de mudar, aprender, recomeçar ou simplesmente fazer diferente.

sábado, 30 de julho de 2011

UMA NOVA JORNADA

O vazio me tomou e por isso me afastei. Era um vazio tão intenso e tão cheio que não sobrou tempo para nada que não fosse reflexão. Como num labirinto, me pus a caminhar e a buscar a saída do vazio. Durante a caminhada me dei à chance de viver e sentir coisas novas, mas não foi por acaso. A reflexão me fez repensar minha jornada, meus valores, medos, desafios e oportunidades.  Aproveitei esse tempo a meu favor. Escrevi muito, li, viajei, ampliei minhas fronteiras do conhecimento e das relações e me propus a uma nova jornada, a de professora.
Troquei o vazio por uma enorme responsabilidade, a de levar um pouco de conhecimento, cultura e oportunidade a alguns poucos adolescentes numa ONG. Espero estimular a criatividade, construir idéias, atitudes e posturas perante os fatos reais, sentimentos e desejos. Pretendo transmitir a todos o quanto é maravilhoso o conhecimento e o tanto que nosso mundo se amplia através dele.

Na oficina ajudarei cada um a fazer seu BLOG e o usarei como método de incentivo a escrita, a leitura e a pesquisa. A arte, a literatura, a música e o cinema serão meus grandes aliados como incentivador de exprimir posturas, atitudes e ações que resultem em textos originais. O imaginário servirá para promover o cruzamento entre palavra, pensamento e escrita. Com isso espero ajudá-los a refletir sobre a vida e suas opiniões sobre violência, sexo, drogas, família, escola e futuro.

O meu vazio se foi porque coloquei algo em seu lugar.  A vontade de abrir horizontes, iluminar caminhos, contribuir para um mundo melhor e com mais oportunidades. Se isso vai dar certo ou funcionar como espero, não sei, mas postarei por aqui toda essa minha nova experiência, além de tudo mais que transbordar e precisar ser dito. De uma coisa desde já tenho certeza, todos nós temos algo de grande valia para o outro que pode ser passado adiante. O que você tem para passar?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

DAS TREVAS À LUZ

Minha vida foi uma transição, da sensação de vazio para uma prisão abstrata, com ilusões, filhos, correria e morte.
Para na virada da década surgir o sonho de felicidade e com ele vislumbrar a liberdade, a selva, o riacho, o túnel. Vi as correntes se soltarem e a prisão se abrir.
Amplidão e luz foram a primeira visão para a felicidade, da morte a vida, da esquizofrenia a eternidade de sentimentos.
Uma reviravolta em meu interior fez surgir de minhas cinzas, um ser capaz de criar, viver sonhos, buscar o inimaginável.
Da morte em vida, o amor pela vida e a sede do saber, do conhecer e de ser.
Um ciclo se fecha, pois voltando ao ponto de partida, vejo tudo como espectadora e não mais como personagem.


Andrea Nero

MAR DE REVOLUÇÕES

Mar de Revoluções

Sonhos em ebulição

A caminho de conclusões

Saboreando a percepção

Aguardando conclusões.

Sigo com atenção

Num presente cheio de emoções

Podem vir decepções

Mas também soluções.

São tantas as sensações

Acalmo meu coração

Para que não sofra desilusões.

Não cuidar seria falta de atenção

E isto está fora de questão

Porque no meio da confusão

Pode vir um furacão

Ou me colocarem no paredão.

Isso é só um desabafo, não quero sua opinião.

De repente a iluminação

Com ela a solução

Criei uma fabulação

Em torno da paixão.

Agora é parar com esta agitação

Deixarmos pra lá esta falação

E gozar do tesão

Antes que venha a separação.


terça-feira, 12 de abril de 2011

O CONVITE

No início da madrugada me é feito o convite ao inusitado. Convite de viver durante algumas horas algo que não tenho idéia onde vai dar. Nada faz sentido algum, é estranho, mas excitante, é assustador ao mesmo tempo em que inevitável e imprescindível. Aceito o convite, é claro, afinal o inusitado é sempre bem vindo. Sem ar e de braços dados com o inconsciente, sigo pelo caminho, uma estrada escura onde o farol nos mostra quase nada, mas o vento que entra pelas janelas do carro, gela-me a alma e refresca o suor do meu rosto.

 Entre um cigarro e outro, as revelações são lançadas as metades, onde os intervalos entre elas fazem parte do jogo. Jogo onde se testa a confiança, onde se compartilha a sombra, toca-se e tateia-se cada sentimento do self. Jogo perigoso dilacera e nos defronta com nossos demônios. Nos faz lamber as feridas, já que ainda não é hora para a cura. Mente aberta, focada e alerta, mas corações sangrando e almas perdidas num breu profundo e silencioso, aos poucos cúmplices e amantes. Sombras amantes, pois só elas ousam se tocar. Na parede observo a coragem das sombras, com ela deliro, a fim de poder através dela, sentir seus cabelos, seu rosto, sua boca.

 Estamos um a fitar o outro, a testar limites e dor, a descrever sentimentos, falar de amor. No auge de nosso presente incrédulo e improvável, revisitamos o passado na busca de um caminho com rumo ao futuro. Vivo este segundo quase sem respirar, pois como momento único tento retê-lo ao máximo.  Estou imóvel e dilacerada, por mais que eu queira não consigo me mexer, preciso tocá-lo, meu corpo pede, grita, implora, mas algo me impede.

 Estou gelada e de frio, chego a tremer. De novo o impulso do toque na pele, no cabelo, mas só os olhos são capazes de se aproximar. Observo o homem, o menino, a sombra e o futuro pai. Pai, já vitorioso, pois imerso na bolsa junto a seu filho, quer fazer-se melhor, mais digno de sua missão. Lutando com seus demônios para superar os medos do desconhecido, doença de sua alma, e no pavor de repetir erros vividos outrora, nem percebe que já está surgindo de suas entranhas, um novo ser. Sensível, profundo, extremamente verdadeiro e com todos os defeitos e inquietações derramando de suas feridas.

Feridas que ão de cicatrizar. Quero ajudar, dar colo, cafuné, apertar contra meu peito, mas não ouso. Petrificada, finjo por um instante que está deitado em meu colo, que passo meus dedos entre seus cabelos, que beijo sua boca úmida, que o aperto com força e curo suas feridas. Meu corpo esquenta e com o calor me movo, mas em sentido contrario ao seu corpo, que me atrai como um ímã, mas me esquivo.

No toque sutil da despedida, me dou conta do quanto foi único, especial e íntimo. A troca de energia, confiança, respeito e admiração foram de um êxtase nunca por mim experimentado. Por mais fundo que tenhamos chegado, por mais absurdo que possa parecer, agora faz todo sentido. O coração afinal tomou de volta seu lugar de senhor absoluto do nosso corpo, o deixamos gritar, espernear, sonhar, viajar até que você mais leve e forte, pudesse voltar do exílio de si mesmo para a vida de novo enfrentar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Micro desabafo

Somos os únicos responsáveis pelo que nos acontece… Pare de colocar a culpa na sorte e nos outros. Não tá feliz? Sai fooora! A vida é sua, tome-a nas mãos e vá ser feliz.
Tudo começa dentro de cada um de nós,
A fé mais importante é a fé em nós mesmos,
Quer amar e encontrar a quem amar? Ame primeiro a si mesmo,
Quer ser respeitado e escutado? Se respeite e escute seu coração.
Quer ser feliz?
Descubra do que gosta e corra atrás,
Não escute o que falam os outros, escute o seu eu,
Não acredite que você não é capaz,
Não deixe de fazer o que gosta por causa de alguém,
Tente conciliares as coisas, se este alguém te ama ele vai te ajudar e compreender.
Não tenha medo e se tiver, enfrente,
É para isto que ele serve, para te fazer caminhar sempre em frente.
Nunca recue por medo,
Nada é maior e mais forte que seu desejo e seu querer.
Acredite que pode tudo e tudo poderás.
Esteja bem com você mesmo e todos a sua volta estarão bem também,
Acredite que sua energia pode mudar tudo a seu redor,
Para o bem e para o mau,
Somos os únicos responsáveis por nossa felicidade,
Sua energia atrai pessoas com a mesma freqüência de energia,
Não culpe quem esta seu lado, foi você que o deixou se aproximar.
Não está feliz?
Mude tudo e corra atrás…..
Mude de casa, de cidade, de país, de trabalho, de amigos, de amor…..
Simplesmente acredite que:
“Somos os únicos responsáveis pelo que nos acontece… Pare de colocar a culpa na sorte e nos outros. Não tá feliz? Sai fooora! A vida é sua, tome-a nas mãos e vá ser feliz.”

Lembranças de minha mãe

Lembranças de minha mãe
Acho que minha mãe se orgulharia de mim se ainda fosse viva. Pelo menos eu gostaria que ela se orgulhasse. Foi duro chegar até aqui, não sei se a vida não me deu muitas opções, se não soube optar pelos melhores caminhos ou se meu temperamento ajudou a complicar as coisas, tenho que confessar que não sou fácil!
O meu pai babava nos filhos então ia se orgulhar por qualquer coisa que fosse. Minha mãe não, ela era dura, exigente, dava muito valor a educação e sempre dizia: “Estudem para nunca ser dependentes de ninguém”. Ela não gostava de depender do meu pai, como só tinha o ginásio e parou de trabalhar logo depois que eu nasci descobriu que esta vida de esposa, mãe e dona de casa era pouco pra ela. Não demorou muito para que descobrisse uma forma de ter seu próprio dinheiro, mas estava longe de ser independente. Cozinhava muito bem, fazia lindos bolos confeitados, doces deliciosos e resolveu fazer cursos de bolos decorados, salgados e logo já estava fazendo Mickey, Pato Donald, Tio Patinhas, 3 Porquinhos, Margarida, Mine, docinhos, salgados, enfim, festas completas da decoração a comida, em pouco tempo todo condomínio onde morávamos, fora os amigos e parentes, já eram seus clientes.
Tudo começou no meu primeiro aniversario todo decorado pela minha mãe, ainda que de forma tímida e simples. Um lindo bolo com cara de coelho, muitas balas de coco e docinhos espalhados pela mesa, sem contar os salgadinhos dela que eram uma delicia! É claro que só descobri um pouco mais tarde, qdo já me deixavam come-los. No dia do meu aniversario minha mãe já fechava seu primeiro negocio. Era uma delicia, sempre sobravam docinhos e salgadinhos para darmos um fim. Esta no plural porque o tempo foi passando e meus dois irmãos mal chegaram e já quiseram dividir os doces e salgados que sobravam.
De todas as festas a que mais me marcou foi a do Pato Donald, o bolo e mesa decorada eram lindos, foi no aniversario do meu irmão. O bolo era coberto de coco ralado tingido com anilina, o casaco do Pato Donald era azul claro, a gravata vermelha, o chapéu azul escuro e claro, o bico laranja e sorridente fazia parecer que a felicidade dele por estar ali era tão grande que poderia sair brincando a qualquer momento. Lógico que o ciúme me bateu na hora e não deixei minha mãe em paz até que ela fizesse para mim o aniversário da Margarida. Claro, venci pelo cansaço.
A Margarida era linda, sorridente, toda confeitada com coco ralado tingido em tons pasteis e um laço enorme de fita vermelha de cetim na cabeça, tinha um olhar de canto, como se estivesse paquerando o Pato Donald. Foi o melhor aniversário do mundo, embora eu e meus irmãos tivéssemos festas deste tipo, cheias de doces e salgados deliciosos todos os anos, essa foi incomparável, talvez pelo gostinho de vitória.
As fotos me ajudaram por muitos anos a lembrar disso tudo, mas infelizmente todas estas fotos estavam em slides, habito do meu pai que adoram fazer sessões no fim de semana para vermos as fotos através de um projetor que ficava refletido na parede da sala de jantar. Pena que mofaram por ficar tanto tempo no porão da minha tia, depois que meus pais morreram. Mas ainda tenho algumas na memória e outras em papeis fotográficos já meio desbotados, estas são as únicas recordações que tenho dos meus pais de quando eles ainda eram vivos.
Paro para pensar e vejo que preciso tirar mais fotos com meus filhos agora. Porque deles pequenos tenho muitas, mas deles adolescentes não. Ahhhh filhos… Tirem fotos, muitas fotos, elas nos ajudam a manter viva as memórias de momentos importantes, divertidos, mas facilmente esquecíveis ao decorrer das décadas. Acabo de intuir que preciso de uma filmadora. Urgente!
Mas voltando a minha mãe, nada disto foi o suficiente. Ela resolveu vender roupa em casa. Montou uma loja retrátil no quarto do meu irmão, que também era usado como sala de televisão, pois não tínhamos TV na sala. Chamo de loja retrátil porque quando vários dos armários se abriam parecia mesmo que se estava numa loja, a escrivaninha era o escritório, as prateleiras divididas por numeração e em cada porta um estilo diferente de roupa. Compradas no Brás, José Paulino e até no interior, eram vendidas para o condomínio inteiro que traziam amigas, primas, irmãs e mães. Era um entra e sai de mulherada, naquela época a maioria das mulheres era dona de casa e professora, então estavam sempre tomando café uma na casa da outra nas horas vagas.
Bom, o café passou a ser lá em casa e a central de fofocas também. Mas quando meu pai chegava nunca tinha ninguém. A casa estava sempre em ordem e o jantar quase pronto, era ele tomar banho e todos sentavam juntos pra jantar, menos minha irmã que era pequena nesta época e às vezes já estava no berço.
Minha mãe sempre tinha dinheiro para comprar as suas roupas, bolsas, sapatos, ela era fanática por sapatos de salto. Chiquérrima e arrumadíssima sempre, ela precisava de altura já que era baixinha, 20 cm a menos que meu pai, situação insuportável para ela…rsrs. Com a gente era igual, ela comprava tudo que precisávamos, tínhamos que andar sempre arrumadinhos, toda vez que ia fazer as compras para a lojinha e voltava com vários presentes para nós, não deu outra, a mulherada do condomínio que já tinha conta, marcava na caderneta e pagava por mês, começou a pedir roupa de criança como as nossas. Chego a pensar que minha mãe instintivamente era uma ótima marqueteira, pois tudo que fazia para nós virava negócio para ela.
Não sei por que, talvez por falta de capital para investimento, minha mãe chamou a prima dela pra ser sócia da parte infantil. Ela topou e logo já estavam fazendo as compras para inaugurar a sessão infantil na loja retrátil no quarto do meu irmão. Para a inauguração do novo departamento da loja resolveram fazer um desfile de modelos adultos e infantis. Não preciso nem dizer que os modelos infantis não tiveram escolha, eu, meus irmãos e primos fomos intimados. No final eu adorei, também desfilaram minha prima da minha idade, uma prima adolescente, uma prima casada já perto dos vinte e cinco anos e duas tias de uns trinta e poucos, irmãs do meu pai, já mais gordinhas, para representarem a maioria das clientes.
As modelos levavam pratos de petiscos e minha mãe e minha tia forneciam o chá, o café e o suco, ah…. e o detalhe mais importante claro, o desfile foi no meu apartamento. Como era primeiro andar e minha mãe conhecia o condomínio todo, inclusive nesta época meu pai era sindico, nunca tivemos problemas com vizinhos por conta da bagunça. Aconteceu num sábado, me lembro até hoje da minha mãe advertindo meu pai pela manhã_ “Vá logo para o clube, preciso arrumar a casa pro desfile e como vai ser só à tarde, vai terminar só no fim do dia, então, demore pra chegar.”
O desfile foi um sucesso, a mulherada amou, levaram as mães, irmãs, fofocaram uma tarde inteira e compraram para elas e para os filhos, mas algumas antes de ir embora foram dizer no pé do ouvido de minha mãe que no próximo desfile, elas queriam ser as modelos. Lembro das muitas risadas que minha tia e minha mãe deram depois disso. O negocio cresceu e as crianças do prédio e dos parentes consumiam roupas e festas. A esta altura minha mãe tinha até cartão de visita para o negócio das festas que precisou ser ampliado e começou a oferecer shows de palhaços, bexigas de bichinhos, mágicos e maquiagem.
Minha mãe estava feliz, por alguns anos vendeu roupas e fez festas, no início da minha pré-adolescência os desfiles eram no salão de festas do condomínio, com varias modelos, eu nesta época inclusive cheguei a pensar em seguir carreira modelo. Até alguns homens começaram a acompanhar as mulheres aos desfiles pra comer os salgadinhos, docinhos e fazer o cheque no final. Nesta época não usava mais nada do que minha mãe vendia, gostava de ir ao shopping comprar minhas roupas, já tinha enjoado de comer salgadinhos, docinhos e nem reparava mais quais eram os personagens que enfeitavam os bolos.
Me lembro da minha mãe vendendo roupas e fazendo festas até nos mudarmos de São Paulo, quando fomos atrás de uma promoção do meu pai. Só hoje vejo que ela foi contra a vontade, pois precisou deixar o seu negócio por conta da carreira do meu pai. Foi nesta época que minha mãe começou a dizer que deveríamos ter uma profissão, não adiantava ganhar dinheiro como ela fazia, em casa, isso não tinha valor e não era suficiente para manter uma família, precisamos ter uma profissão. Tenho certeza que puxei dela esse excesso de exigência comigo, com meus filhos e com o mundo…
Mãe onde quer que esteja saiba que fiz o melhor que pude e que eu me orgulho do caminho, que com erros e acertos escolhi até agora, mesmo que algumas coisas tenham demorado mais do que eu previa, hoje esta como eu quero. O caminho ainda não acabou, é longo, mas meu passo já esta bem mais forte e equilibrado.